Ir para o índice

Após um início de 2023 bastante turbulento, entramos em 2024 com perspectivas bem melhores do que aquelas que tínhamos há um ano. A retração nos índices de inflação ao redor do globo deve permitir que a maior parte dos bancos centrais reduzam suas taxas básicas de juros, deixando a política monetária menos restritiva. O crescimento econômico também tem se mostrado mais resiliente do que o imaginado inicialmente com a consequente revisão para cima dos PIBs esperados em diferentes economias.

No Brasil, essas duas dinâmicas também estiveram presentes - com o benefício adicional de um certo controle nos gastos públicos com o novo arcabouço fiscal apresentado no primeiro semestre do ano passado. Essa melhora acabou sendo reconhecida pelas agências de risco internacionais e que culminaram com a elevação do nosso rating soberano pela Standart & Poors de BB- para BB, embora ainda abaixo do grau de investimento (BBB-). Assim, os mercados terminaram apresentando um desempenho bastante positivo. O Ibovespa subiu 5,4% em dezembro, para fechar o ano com ganho de 22,3%. Nos mercados desenvolvidos, o índice S&P500 encerrou 2023 com alta de 24,2%. O Real apreciou 1,4% em dezembro e quase 9% no ano como um todo, enquanto as taxas de juros nominais reduziram cerca de 300 bps nos vértices intermediários ao longo dos últimos 12 meses.

Para o ano que se inicia vemos muitas oportunidades, mas igualmente outros tantos desafios. Afora os riscos geopolíticos, o cenário global tende a continuar benigno no curto prazo. Mesmo que o FED não ratifique todo o corte de juros embutido pelo mercado de Treasuries, como mencionado acima, os índices de inflação estão se estabilizando em níveis razoáveis e mais próximos de sua meta. Além disso, o mercado de trabalho, outro ponto de constante atenção pelo banco central, vem mostrando uma importante distensão com o aumento da imigração.

Por aqui, o Copom deve continuar cortando a taxa Selic ao ritmo de 50 pontos básicos por reunião. Esse duplo alívio na política monetária costuma ser favorável à entrada de recursos para renda variável, com a ressalva apenas de que a projeção de fluxos de investimento é normalmente uma tarefa desafiadora e bastante imprevisível. Mas com a política monetária um pouco mais frouxa, já se fazendo sentir por aqui (lembrando que o Brasil está mais adiantado que os países desenvolvidos no corte de juros), o principal risco ao crescimento doméstico viria de um choque externo oriundo de uma desaceleração mais forte nos EUA ou China. Esse, entretanto, não é nosso cenário base.

Pelo contrário. Os dados recentes têm apontado para uma maior probabilidade de “pouso suave” da economia americana. Como de costume, nosso calcanhar de Aquiles são as contas fiscais. Embora seja louvável a ambição do ministro da fazenda de manter a meta de déficit zero para o ano, nos parece ser apenas uma questão de tempo de quando ela será mudada e, mais importante, a forma como será feita essa alteração. Com a projeção de receitas crescentes de royalties e impostos nos anos à frente, nosso maior desafio parece estar nos próximos dois anos. Cabe a nós, novamente, não sucumbirmos às tentações dos gastos de curto prazo e perder, novamente, a oportunidade de voltarmos aos trilhos. Outros pontos importantes e já mencionados em cartas anteriores, como a piora na governança das empresas estatais e o desejo ideológico de reverter medidas que conferiram maior dinamismo à atividade econômica também merecem nossa total atenção.



Informações legais importantes

Este material foi preparado por outra empresa de gestão, ligada à Franklin Templeton Brasil (FTB), mas constituída de forma independente. As opiniões aqui expressas não necessariamente refletem as da equipe de gestão de investimentos da FTB. A Franklin Templeton Brasil Ltda. não realiza a distribuição ou venda de cotas de Fundos, exceto daqueles de sua própria gestão e para determinados investidores institucionais. Se você tiver qualquer dúvida sobre a forma de aquisição de cotas, procure um distribuidor habilitado. Fundos de investimento não contam com garantia do administrador, do gestor, de qualquer mecanismo de seguro ou fundo garantidor de crédito – FGC. Leia o regulamento antes de investir em fundos. Rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura.

As opiniões expressas foram elaboradas por equipes de análise ou gestão da Franklin Templeton, sendo os comentários, opiniões e análises apresentados na data de publicação e podendo ser alterados sem aviso prévio. As premissas subjacentes e estas opiniões estão sujeitas a alterações com base no mercado e em outras condições, podendo haver diferenças entre as opiniões das diversas equipes da empresa. As informações fornecidas neste material não têm como objetivo ser uma análise completa de todos os fatos importantes em relação a qualquer país, região ou mercado. Não há garantia de que qualquer previsão, projeção ou previsão na economia, mercado de ações, mercado de títulos ou tendências econômicas dos mercados serão realizadas. O valor dos investimentos e a receita deles podem diminuir ou aumentar, sendo possível que você não recupere o montante total que investiu. O desempenho anterior não é necessariamente indicativo nem garantia de desempenho futuro. Todos os investimentos incluem riscos, inclusive a possível perda do principal.

Qualquer pesquisa e análise contida neste material foi adquirida pela Franklin Templeton para seus próprios fins e pode ser aplicada a esse respeito e, como tal, é fornecida a você acidentalmente. Dados provenientes de fontes terceiras podem ter sido utilizados na preparação deste material e a Franklin Templeton (“FT”) não verificou, validou ou auditou, de forma independente, os referidos dados. Embora as informações tenham sido obtidas de fontes que a Franklin Templeton acredita serem confiáveis, nenhuma garantia pode ser dada quanto à sua exatidão, sendo que tais informações podem estar incompletas ou resumidas e sujeitas a alterações a qualquer momento sem aviso prévio. A menção de quaisquer títulos individuais não deve constituir nem ser interpretada como uma recomendação para adquirir, manter ou vender quaisquer títulos, sendo que as informações fornecidas sobre estes títulos individuais (se houver) não são uma base suficiente para tomar uma decisão de investimento. A FT não se responsabiliza por qualquer perda decorrente do uso destas informações, sendo que a confiança em comentários, opiniões e análises do material fica a critério único do usuário.

Franklin Templeton Brasil Ltda. – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, n.º 1.455, 15º andar, cj. 152, São Paulo-SP, CEP 04543-011 – Brasil.

Visite www.franklinresources.com para ser direcionado ao seu site local da Franklin Templeton.

Copyright © Franklin Templeton. Todos os direitos reservados.

CFA® e Chartered Financial Analyst® são marcas registradas do CFA Institute.