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Dezembro foi marcado por uma inegável resiliência do mercado brasileiro a despeito do aumento das incertezas políticas e da grande volatilidade dos ativos locais. Embora houvesse consenso que ainda seria cedo para precificar as eleições, a surpresa do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência causou uma grande reação inicial negativa nos preços na medida em que o evento adicionou uma nova possibilidade de probabilidade desconhecida à árvore de cenários possíveis. Acreditamos que a estratégia de Bolsonaro seja testar seu potencial eleitoral enquanto a janela política permite. Em abril deveremos saber quem estará realmente no páreo e as pesquisas vão delinear o cenário.

O Ibovespa avançou 1,3%, impulsionado principalmente pelas exportadoras, com destaque para o setor de mineração, que registrou alta de 11% no mês, compensando a performance negativa das ações domésticas. Mesmo diante do cenário de perda de tração da atividade, o Copom adotou uma comunicação mais conservadora e sinalizou um adiamento do início da flexibilização monetária que boa parte do mercado esperava já para dezembro. O consenso agora migrou para março. A hesitação do Banco Central se refletiu no recuo de 3,5% do índice small caps, evidenciando a maior sensibilidade dessas empresas ao custo de capital e os sinais de atividade mais fraca ao longo do período. Os setores de varejo e, principalmente o de construção civil, foram severamente penalizados pela postergação do início do ciclo de cortes de juros.

No exterior, o Federal Reserve realizou mais um corte de 25 pontos-base, e a ata da reunião indicou a existência de espaço para flexibilizações adicionais. Nesse contexto, o dólar apresentou valorização de 2,6% frente ao real ao longo do mês.

Após um novembro de entradas, o capital estrangeiro voltou a registrar saída líquida, com valores próximos a R$ 1,9 bilhão. Dezembro também foi marcado por alguns grandes blocos de venda de ações específicas, com participação expressiva de investidores estrangeiros na ponta vendedora.

Dessa forma, dezembro se caracterizou por uma combinação de vetores macroeconômicos, políticos e técnicos que restringiram a performance do mercado brasileiro, apesar do suporte vindo dos setores exportadores. Para os próximos meses, a evolução da atividade econômica, o ritmo e a comunicação da política monetária, bem como a definição do quadro eleitoral, devem seguir como os principais determinantes de risco e de oportunidade para os ativos domésticos.

 

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