PALESTRANTES

Frederico Sampaio, CFA®
Senior Vice President
Chief Investment Officer
Portfolio Manager
Franklin Templeton EM Equity
Franklin Templeton Brazil
O mês de outubro foi marcado por maior volatilidade nos mercados, mas ainda dentro de um ambiente construtivo para os ativos locais. Na verdade, o apetite por risco global continua. O índice MSCI EEM de mercados emergente subiu 4,1% em outubro (em USD), enquanto o MSCI Desenvolvidos e o MSCI US subiram +1,9% e +2,3%, respectivamente. Essa é a quinta maior alta dos mercados emergentes desde 2000, o MSCI EM acumula valorização de aproximadamente 55% desde outubro de 2023.
O pano de fundo continua sendo o Fed que cortou os juros em 25 pontos-base em outubro. O dólar (USD) ficou positivo (+2,1% em outubro), mesmo com a paralisação do governo dos EUA durante o mês. Os preços do ouro ultrapassaram a marca de US$ 4.000, subindo 3,7% em outubro, enquanto os preços do petróleo permaneceram fracos (Brent: -2,9%, WTI: -2,2%), apesar do endurecimento das sanções contra o petróleo russo.
O Ibovespa avançou 2,3% no período e encerrou o mês em sua maior cotação histórica de fechamento. O desempenho positivo foi liderado pelos setores de siderurgia e mineração, impulsionados pela possibilidade de adoção de tarifas antidumping sobre o aço importado nos próximos meses. Embora positivo, em dólares, o MSCI Brasil não se destacou entre seus pares e subiu apenas 0,7% no mês. Estamos nos beneficiando de um movimento global, mas a má condução de nossa economia atrapalha nosso desempenho relativo. No entanto, mesmo com o desempenho positivo, o índice segue com seus múltiplos negociando abaixo da média histórica.
Continuamos construtivos com o cenário externo e com a perspectiva de inicio de cortes de juros domesticamente.

Quais são os riscos?
Este material é meramente informativo e não deve ser considerado como recomendação de investimento ou oferta para a aquisição de cotas de fundos ou outros investimentos, nem deve servir como única base para tomada de decisões de investimento.
