Crescimento melhor que o esperado May 31, 2021

CARTA MENSAL DO GESTOR DE RENDA VARIÁVEL

No mês de maio, os ativos brasileiros deram continuidade ao movimento recente de valorização. Aparentemente, houve um ajuste no excesso de pessimismo com o comportamento econômico doméstico. No mês, o Real brasileiro se valorizou 3,83% e fechou o períod o cotado em R$ 5,224. Na mesma tendência, a curva de juros recuou e o juro pré fixado de 5 anos caiu 21 pontos para 7,89%. Os spreads da NTN Bs longas apresentaram recuos, com a de vencimento 2050 encerrando o mês em 4,44%. O índice Ibovespa subiu 6,16%, puxado pelos setores ligados à reabertura. No mês, foi observado um fluxo de 15 bilhões de investimentos estrangeiros na bolsa, somando o a vista e ofertas públicas de ações.

O grande destaque do mês foram as significativas revisões nas expectativas de crescimento do PIB em 2021. O impacto da segund a onda da Covid 19 apresentou efeito limitado e o consenso para o desempenho do ano migrou de algo próximo a 3,6% para 5% em poucas semanas. O maior otimismo com o desempenho macro foi amplamente corroborado pelos resultados divulgados pelas companhias listadas referentes ao primeiro trimestre do ano. De acordo com o nosso acompanhamento, o crescimento anual do LAJIDA foi de sólidos 40%, sendo que 76% das empresas reportaram resultados em linha ou acima das expectativas. As diferenças de resultados justificaram revisões de estimativas de lucros e desinflaram a relação preço/lucro de nosso mercado para 11x.

Quando cotejamos as surpresas macro domésticas relativas ao PIB e de arrecadação de impostos com o desempenho das commodities no quadro internacional, ficamos otimistas com o desempenho de curto prazo dos mercados. Além disso, a agenda econômica no Congresso continua com tramitação célere. Tudo indica que, de fato, veremos privatizações este ano, com risco de vermos tramitar alguma mudança do emaranhado tributário brasileiro. O grande risco continua sendo a próxima eleição presidenc ial (que ainda está relativamente distante em 2022) e um ajuste mais duro na política monetária dos países